BANHEIRO Gilberto Monte

A roupa desenvolvida por Alexandre Guimarães para o Banheiro fugiu a qualquer expectativa que Gilberto Monte pudesse ter, desde sua densidade física e poética à possível relação com o espaço definido à construção da obra. Seu material (96 m de fio, 64 tomadas machos e fêmeas e 256 lacres), cor e forma (um parangolé de extensões brancas de 9 m²), além da relação da roupa com a própria casa, transfiguram limites espaciais inicialmente previstos. Gilberto oferece, portanto, um trânsito sutil nos ambientes dos outros artistas, emanando questões que a vestimenta suscita a partir das imprevisibilidades que se fazem presentes na relação colaborativa de criação.